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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sonolência

Me perdi um pouco lembrando do meu falecido amigo, e só agora me dei conta que já são quase cinco horas da manhã. Meu sono é assim mesmo, todo desregulado. Quando a insônia me pega viro a noite com meu café e minhas estórias para escrever. Ah sim, costumo escrever muito... Já iniciei inúmeros livros, mas como já lhes contei sobre a minha mania de abandonar tudo pela metade, nunca consigo escrever até a metade do livro.
Pobre Anita que está até hoje perdida naquela floresta cheia de monstros; Coitado do Carlos que até hoje não sabe se salta ou não da ponte; E Pedro então ? Que nunca vai descobrir a verdade sobre a morte dos pais. Todos esses são personagens que ficaram sem rumo, pois os abandonei por falta de inspiração, ou talvez porque acabei me distraindo. Por isso dessa vez resolvi escrever sobre mim.
Por me amar a cima de todas as coisas, sei que jamais deixaria de falar de mim. Ainda não sei se isso será um livro, embora eu tenha assuntos infindáveis para escrever.
Ah, onde eu estava ?
Assim, estava dizendo sobre a minha insônia. Bom, as vezes eu durmo demasiadamente.
Já cheguei a ficar dormindo por 26 hrs. Ninguém acredita quando eu falo. Mas eu tinha medo de levantar da cama, então acordava me revirava e dormia novamente.
Acho que eu ficar me virando foi a única coisa que tranquilizou meus familiares para que eles não pensassem que estava morto ou em coma.
Por falar em medos, tenho inúmeros e cada dia que passa descubro novos...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pobre Roy

Enfim...
Um dos meus maiores passatempos é inventar paixões. Acho divertido ver as pessoas correndo atrás de mim e me jurando amor e fidelidade. Mais divertido ainda é encarar esses sentimentos como se fossem verdadeiros.
Não é maldade. Não estou brincando com ninguém, apenas digo o que querem escutar, ou o que me obrigam a dizer.
Juro, conheci algumas mulheres que se rastejavam apenas para ouvir um "eu te amo" mesmo que da boca pra fora, elas tinham alguma necessidade estranha de ouvir isso.
Bom, vivo apaixonado. As vezes por cinco garotas ao mesmo tempo, noutras por uma apenas, por um mês ou uma semana. As vezes minhas paixões duram meia hora.
Sentir-me assim, nesse constante fogo, me deixa vivo.
Uma mania que pode estar relacionada a essa outra é que sempre revivo o passado. Ressuscito amores antigos só para ter sobre o que escrever ou ter uma dor para sentir.
Tenho certeza que devem estar pensando "esse cara já teve um grande amor que o deixou tão frio." Pois bem, tive.
Tão grande o amor que eu sentia que ela não conseguiu retribuir. Não, não a matei. Ela quem me matou e ainda me mata só de lembrar daqueles olhos esverdeados. De qualquer forma a agradeço por tudo, afinal se não tivesse pisado tanto em mim eu não teria aprendido a pisar também.
Pois é, se hoje repito os passos dela é porque aprendi que quem não fere será ferido.
Se isso me causa remorso ?
Sinceramente hoje em dia nada mais me toca, ou me parece digno de choro. As vezes me pergunto para onde foi aquela criança que chorava em ver um cachorro abandonado na rua. Semana passada meu cachorro morreu e nada. Nem uma lágrima derramei pelo coitado.
Alias, gostava daquele cachorro. Sempre ouvia meus lamentos. Era o único que sabia dos meus sentimentos mais complexos.
Me faz falta aquele rabo balançando para lá e para cá. Sinto sua falta, pois sei que o amor que sentia por mim era verdadeiro, e me demonstrava isso quando mesmo depois de ser ignorado por mim o dia todo estava sempre disposto a me dar atenção a hora que eu quisesse. Me diga que humano é assim ?
Pobre Roy ...

Discutir para que ?

Odeio discussões e fujo de conflitos o quanto posso. Acho desnecessários aqueles escândalos, e mais desnecessários ainda aquelas brigas por de baixo dos panos. No geral quando tentam brigar comigo acabam sempre frustrados pois sempre consigo virar o jogo, além de ser muito cínico e não conseguir admitir meus erros, algo que enlouquece qualquer um.
Me irrito facilmente, mas raramente inicio brigas, até porque na minha primeira explosão as pessoas que estão me incomodando se calam, por medo, com toda a certeza. Também não as começo porque sempre estou certo e querer discutir comigo é perda de tempo visando que não mudarei de opinião e nada que me alguém possa criticar em mim me faria agir diferente.
Quando não gosto de algo não me manifesto como a maioria das pessoas, vou guardando tudo para mim, sou bem reservado nesse aspecto, porem quando me canso, ou se a pessoa não percebe que estou me afastando dela acabo explodindo e digo tudo de uma vez.
Em certos assuntos sou persistente, mas no geral apenas quando não quero sair por baixo de determinada situação.
Isso me lembra que certa vez, em um dos meus tantos relacionamentos de curto prazo, minha namorada e eu estávamos passando por uma crise e ela tocou no assunto de terminarmos tudo, não gostava dela, não a aguentava mais, mesmo assim fingi um choro tão teatral que até me comoveu, jurei que seria tudo diferente e todo aquele blá blá blá, por fim ela não resistiu a minha cena, acabou me dando outra chance. No outro dia a guria apareceu em casa toda alegre, a chamei num canto e disse que não queria mais.
Claro que a pobre coitada não entendeu nada, num dia eu choro desesperado e no outro a chuto, mas eu não sairia por baixo jamais !
Esse tipo de comportamento tem sido padrão em minha vida desde quando posso me lembrar. Confesso que nem sempre meu teatro funciona, eis o motivo pelo qual fico tão depressivo quando alguém me deixa, não por amor, mas porque me irrita ser largado, afinal, como alguém é capaz de deixar um ser tão perfeito quanto eu ? (risos)
Sim, sou perfeito.
"Perfeitamente imperfeito " como dizia uma outra namorada minha. Mas qual é o problema ? Se nasci com essa personalidade, ou se a desenvolvi no decorrer da vida é porque tinha que ser assim, meus defeitos são mínimos e superados pelas minhas inúmeras qualidades.
Eu sei vocês estão me achando o cara mais arrogante do mundo.
No fim de tudo vocês vão se apaixonar por mim e pela minha forma estranha de encarar a vida, acreditem é sempre assim.

Preguiça crônica

Marina que o diga, namoramos por três meses. Ela era linda, simpática, inteligente e minha família a adorava, deveria me fazer feliz, até fazia, mas não era o bastante. Claro que a trai. Se me arrependo ?
Me arrependo por não ter escondido minha infidelidade bem o bastante, acabei sendo descoberto. Garota ingênua disse que me perdoaria e voltaria comigo se eu prometesse mudar... Bom, não voltamos.
Mudar ?
Sou assim, tão perfeito, você não acha ?
Não acha ainda.
Apesar das aparências sou um cara sincero, é, não escondo se me pede a verdade, mas não faço questão de contar se não me perguntam. Ué, não sou adivinho.
Apesar de ser muito orgulhoso sou capaz de fingir arrependimento e forçar choro como ninguém mais no cinema conseguiria, desde que eu precise reconquistar ou conseguir algo do meu interesse. Sou um ótimo ator, acreditem.
Vocês podem estar pensando que sou a pessoa mais insuportável do universo, mas não é bem por ai.
Sou tão descontraído, espontâneo, galanteador e falador quando sou contraditório. Gosto de ser o centro das atenções; Adoro quando precisam de mim para algo que só eu posso resolver; Amo ser digno de confiança. As vezes até penso que tudo isso só deve ter haver com o meu superego também.
Adoro dar conselhos, e gosto mais ainda quando me agradecem dizendo "você tem razão". Não é que me importe com o bem estar alheio, até porque penso bem mais em mim do que no resto da humanidade, é que gosto de estar certo. Quando não estou com um humor agradável para ajudar alguém minha indiferença é notável, nem faço questão de esconder, quero mesmo que a pessoa se toque assim me deixando em paz.
Tenho uma lábia incrível também !
Capaz de ludibriar qualquer um, Coisa perigosa mesmo.
Se eu fosse um psicopata isso seria muito útil. Mas fiquem tranquilos isso não sou... Pelo menos não ainda.
Todos temos vontade de arrancar o pescoço de alguém de vez em quando, mas acho que jamais teria toda essa coragem. Tirar uma vida é muito pior do que ferir corações.
A politica talvez fosse a carreira ideal para mim, mas enganar trabalhadores e um povo tão humilde me parece muita crueldade, até para mim.
Me dou bem em qualquer área em que possa dialogar e expor minhas opiniões de forma convincente, porem se fosse obrigado a fazer isso não faria. Alias não realizo nada que me é emposto, não sei se por rebeldia, acho que apenas pela falta de inspiração que isso me trás.
Ainda não tenho um emprego fixo exatamente por isso.
Começo projetos com muita facilidade, mas nunca os termino. Alguns nem saem do papel; As vezes perco o interesse em algum e acabo os substituindo por outro, mas na grande maioria das vezes ficam todos inacabados.
Não cumpro minhas obrigações e me esqueço muito fácil de coisas importantes que para mim não importam.
As vezes me dizem que sou do contra. O que é importante para todo mundo como: estudo, trabalho, dinheiro, para mim não é prioridade. E o que todos acham irrelevante como: escrever, ouvir música, ler, são coisas que ficam no topo da minha lista de "o que fazer todos os dias da vida".
Embora tenha um enorme potencial e uma inteligência a cima da média (não isso não sou eu quem estou falando, me falaram isso) tenho uma preguiça constante, para não dizer crônica, de desenvolve-lo. Isso é fácil notar pois no colégio tirava boas notas sem frequentar metade das aulas e sem prestar atenção nas que estava presente.

Começando....

Eu sou egocêntrico e narcisista, a ponto de me sentir superior a qualquer um que cruze o meu caminho, as pessoas ao meu redor são como fãs, que me ajudam a inflar ainda mais meu ego com seus elogios exagerados em busca da minha simpatia.
Não me socializo se não houver ao menos alguma vantagem nessa relação. Não tenho amigos, todo mundo para mim pode ser substituído, além do mais deposito tanta confiança em mim que não sobra para ter em mais ninguém.
Alguns mais maldosos, me comparam a um vampiro, dizendo que eu sugo o melhor das pessoas e quando não há nada mais a se sugar apenas abandono os corpos e parto em busca de novas vitimas.
Entretanto, ao mesmo tempo que sou tão auto confiante, sou também depressivo e melancólico. Não sou daqueles que tem algumas crises de depressão durante a vida em um momento mais difícil ou algo assim. Minha melancolia é algo tão doentio que não sei viver de outra forma se não infeliz.  Me sinto desconfortável quando estou alegre, como se não fosse eu.
Minha depressão é meu estilo de vida, foi ela quem me ensinou tudo que sei hoje.
Me irrita plenamente ter que conviver com pessoas efusivas, e não é por inveja, e sim poque não vejo motivo para tanta euforia.
Creio que se as pessoas passassem mais tempo pensando na vida, uma grande parcela da população mundial se mataria, e quanto menos gente melhor.
Por falar em se matar, sou suicida também. Não, não me matei e essas não são minhas memórias póstumas, e meu nome não é Brás Cubas. Sou suicida pois me mato todos os dias.
Como ?
Eu explico: quando não estou pensando na morte ou escrevendo sobre, converso cara a cara com ela enquanto fumo meus cigarros, tomo meu conhaque e faço uso de minhas outras drogas.
Sem contar que me mato por pensamento, pelo menos umas cinco vezes no dia aponto uma arma imaginária para a cabeça e desejo que uma bala atravesse meu cérebro.
Penso em me matar pelo menos umas duas vezes por semana, as vezes quando não consigo lidar com a minha depressão penso nisso todo instante, e ainda planejo diversas mortes diferentes com os mais variados tipos de objetos que formam meu quarto. Se ainda não me matei é porque meu amor próprio é grande demais para que faça isso de uma vez. Fazer isso aos poucos foi a maneira que encontrei de manter uma vida equilibrada.
Algumas pessoas dizem que sou bipolar. Nunca fui ao um psiquiatra para que ele fizesse um diagnostico, pois embora eu adore remédios, odeio médicos. Além do mais o diagnóstico leva muito tempo, mais do que minha paciência toleraria. Pode ser que realmente seja, confesso que meu humor é muito instável e que minha produtividade diminui constantemente, além disso horas sou muito mais falante do que o comum. Mas talvez seja só coisa da minha cabeça que adora inventar problemas.
Outras pessoas apostam todas as suas fichas em que sou sociopata. Dizem que sou incapaz de sentir afeição por um ser humano que não seja eu mesmo, que sou incapaz de amar. Bom, se for isso explicaria muita coisa na minha vida, inclusive porque meus relacionamentos são tão rápidos e passageiros. Além do mais os sociopatas tem um charme e uma simpatia muito marcante quando os conhece... Mas não encaro isso como um defeito, ser manipulador, persuasivo e não conseguir amar não me parece um problema grave. Se fosse não buscaria ajuda, apenas aceitaria como uma parte que me torna esse ser adorável.
Embora eu seja plenamente romântico por algum motivo meus relacionamentos insistem em não dar certo. Três meses foi o maior tempo que consegui me manter em um namoro. Confesso que nem tão sincero, nem tão fiel. Até porque até hoje não consegui ser plenamente fiel a alguém, por mais que goste da pessoa, tenho uma necessidade muito grande em provar de novos sabores, além do que as pessoas me cansam muito rápido e quando começam a surgir os conflitos tenho uma tendência grande a trair.