Nas ultimas semanas tenho passado muito bem, obrigado. Não quero ser rude ao lhe dizer, mas entenda Doralice, que entre todas as mulheres que já conheci, nos meus exaustivos dias de vida, nenhuma outra me causa tanta repulsa. Há controversas, digo isso pois, aparentemente a cada centímetro de ódio que cresce dentro de mim o amor cresce duas vezes mais.
Olhe para mim, querida Doralice; Olhe bem para os meus olhos e deixe que a bala penetre o coração que você não quis me dar. Olha pra minha cara, Doralice, veja nesses olhos inchados, o amor intenso brilhando, bailando, fogo desordenado de ódio puro.
Feche os olhos, e sinta, sinta os meus lábios roçando nos teus, querida Doralice, feche os olhos e se afogue no teu próprio sangrar. Abra os olhos e me veja virando as costas. Me veja ir embora, Doralice, enquanto suplica. Enquanto eu choro por pensar, que eu amo, que eu preciso, que eu matei, Doralice.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Volto logo
Ultimamente, não tenho tido muitas coisas para escrever. Talvez agora, seja a hora de viver um pouco, para ter do que falar, o que contar, alguma nova ilusão pra sentir.
Vou sair um pouco, deixar o sol bater no rosto, iluminar a alma.
Volto logo mais, com ainda mais peso nos ombros e mais frases tocantes.
Vou sair um pouco, deixar o sol bater no rosto, iluminar a alma.
Volto logo mais, com ainda mais peso nos ombros e mais frases tocantes.
Um dia te ver vai ser normal
Sem arrependimentos passados. Solto, pouco a pouco, minhas bagagens. Vou desfazendo as malas, limpando as gavetas mentais. Reclamando um pouco menos pra tentar viver um pouco mais. Talvez de certo, quem sabe ao fim de tudo, vai ser eu a mais feliz. Hoje minha tristeza tem nome, mas não tem forma, não tem sentido. E as coisas mais tolas não deveriam incomodar. Diferente de todas eu posso viver com isso, sem isso.
Sempre gostei do sépia, é como um equilíbrio, para o meu extremismo patológico. Enfim, me perdi aqui, entre tantas fotos, tantos fatos. Nada que uma boa faxina mental não resolva. Até logo, um dia gente se vê, e vai ser um dia normal.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Pedir demais
Ando muito carente, preciso de um peito aberto e não de um par de pernas.
Anda muito difícil encontrar alguém para ter cinco minutos de conversa, um carinho, um aconchego. É difícil encontrar alguém que não esteja fingindo ou jogando, alguém que apenas ame, e nada mais. Queria um amor de verdade, não igual aos dos filmes, não, queria algo real, intenso, e principalmente reciproco.
É muito devaneio, muita ilusão. Ah, é pedir demais.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A única que eu amei
" Faz algum tempo..." - lhe disse com voz firme. Fazia muito tempo que não nos víamos e céus, ela continuava linda, mas havia mudado muito. Estava mais magra, umas olheiras profundas, coisas que não reparei logo de cara. Ela exibia uma aparência um pouco mais doentia. Mas ainda era apaixonante, ao menos para mim, que já era perdidamente apaixonado.
E todo o silêncio que ela fazia aumentava ainda mais minha curiosidade. Quais coisas novas ela teria vivenciado ? Quais experiências poderia compartilhar ?
Até seu cheiro já não era mais o mesmo, mas com o passar dos minutos acabei me conformando com o novo. Quando começou a me contar das coisas que havia passado, contemplei, com devota admiração a curva dos lábios as marcas de expressão, não conseguia ver defeitos naquela criatura imperfeita. Sua voz sempre fora fina e vacilante, estava um pouco mais rouca agora.
Quem nos via conversar naquele banco de praça, ficava imaginando que diabos um homem como eu, via em uma mulher como aquela. No fundo, essa resposta eu também não possuía Mas a única verdade é que não importava quantos cortes de cabelo ela fizesse, quantas gírias aprende-se, quantas drogas usa-se, aos meus olhos sempre seria aquela que conheci há dois anos atrás, aquela que amei muito antes de beijar, aquela que ainda amo, muito tempo depois de ter pedido.
E todo o silêncio que ela fazia aumentava ainda mais minha curiosidade. Quais coisas novas ela teria vivenciado ? Quais experiências poderia compartilhar ?
Até seu cheiro já não era mais o mesmo, mas com o passar dos minutos acabei me conformando com o novo. Quando começou a me contar das coisas que havia passado, contemplei, com devota admiração a curva dos lábios as marcas de expressão, não conseguia ver defeitos naquela criatura imperfeita. Sua voz sempre fora fina e vacilante, estava um pouco mais rouca agora.
Quem nos via conversar naquele banco de praça, ficava imaginando que diabos um homem como eu, via em uma mulher como aquela. No fundo, essa resposta eu também não possuía Mas a única verdade é que não importava quantos cortes de cabelo ela fizesse, quantas gírias aprende-se, quantas drogas usa-se, aos meus olhos sempre seria aquela que conheci há dois anos atrás, aquela que amei muito antes de beijar, aquela que ainda amo, muito tempo depois de ter pedido.
Preciso lembrar que eu existo
Tempos difíceis.
É, parecia que sim. A noite quente, a chuva fina, tudo fora de ordem. Mundo estranho.
Escrevo sem muita vontade, com os olhos pesados e a mente a milhão.
Passo a mão pelos cabelos ralos, olho pro relógio, enfim, mais uma noite sem dormir.
Devo estar alucinando, mas ouvi lá fora, alguém gritar meu nome. Aumentei o volume da música, mas o chamado aumentou também.
O que será que está acontecendo ?
Uma pressão estranha no peito, uma explosão invisível, só eu senti.
Meu mundo particular está agitado, mas não é felicidade, é desespero.
Novamente alguém grita meu nome, e agora ainda mais alto, ainda mais perto.
Procurei em baixo da cama, nada ali.
Dentro dos armários, muitos monstros, mas nenhum com voz parecida com aquela.
Me sentei na cama frustrado por não encontrar nada... Foi quando, descobri de onde vinha tal barulho. Meus músculos se retraíram meus olhos se encharcaram. Era o meu coração, me pedindo socorro, me pedindo para lembrar que eu existo.
É, parecia que sim. A noite quente, a chuva fina, tudo fora de ordem. Mundo estranho.
Escrevo sem muita vontade, com os olhos pesados e a mente a milhão.
Passo a mão pelos cabelos ralos, olho pro relógio, enfim, mais uma noite sem dormir.
Devo estar alucinando, mas ouvi lá fora, alguém gritar meu nome. Aumentei o volume da música, mas o chamado aumentou também.
O que será que está acontecendo ?
Uma pressão estranha no peito, uma explosão invisível, só eu senti.
Meu mundo particular está agitado, mas não é felicidade, é desespero.
Novamente alguém grita meu nome, e agora ainda mais alto, ainda mais perto.
Procurei em baixo da cama, nada ali.
Dentro dos armários, muitos monstros, mas nenhum com voz parecida com aquela.
Me sentei na cama frustrado por não encontrar nada... Foi quando, descobri de onde vinha tal barulho. Meus músculos se retraíram meus olhos se encharcaram. Era o meu coração, me pedindo socorro, me pedindo para lembrar que eu existo.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
História de Canudos
Ela é só uma garota que tem medo de crescer. Hey Peter Pan da cocaína, tente respirar fundo, se ainda conseguir.
Oh, meu Deus !
Ela não pode estar fazendo isso apenas para chamar a atenção. Pode ? Alguém diga a essa menina que o espetáculo está perdendo a graça e que o teatro está esvaziando. Vamos para o clímax ! Alguém morra, por favor. Um homem impaciente na plateia, observando o show por trás de seus óculos e bigode. "HEY SENHOR, GOSTARIA DE PARTICIPAR DE UM SUICÍDIO MODERNINHO ? ". Perdão, tive que gritar.
Ele sorriu, parece satisfeito.
Okay, vamos resolver todos os seus problemas, estique sobre a mesa a solução. Pronto, e agora, como se sente ? Problemas resolvidos ? Não ? Foi o que pensei.
Vamos de novo. Gostaria de lutar, ou prefere morrer ? As pessoas a sua volta estão esperando uma overdose, de a eles o que querem, vá, se entregue. Isso lotara a bilheteria.
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